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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O Fator 'John Mayer'.



Adoro o último cd de John Mayer, foi um dos que indico aí na minha seção de 'sons do momento' e isso não foi a toa: ele tem uma voz bacana, gosto de suas letras, arranjos de som legais e que foram muito apreciados. Só pra acrescentar sem tornar isso relevante: ele é lindo, ao meu gosto. Fato.
Battle Studies, seu cd mais recente, tem uma sacada bacana, clips bem bolados e não a toa, ganhou vários prêmios.

Mas o foco aqui é o seguinte, no ano passado ele fez uma declaração racista numa entrevista na Playboy Americana e deu o que falar com Oprah, amiga de sua ex-mulher, dizendo que no programa dela estaria proibido de estar.
Confesso que por conta dessa polêmica, eu tive dificuldades para apreciar esse trabalho dele, pois por vezes, enquanto o ouvia, me vem a imagem do que ele disse e meio que 'cortava o barato' de ouvi-lo.
Aí me pergunto: Em cartas ocasiões, temos que separar o profissional do pessoal? Sempre? Boicotar alguém por não fazer parte das nossas idéias que dividimos seria válido? Em todas as ocasiões?
Questiono isso porque é claro que eu não consigo apreciar esse cantor graças ao fato dele aparentar ou ser preconceituoso. Mas, será que isso é realmente um empecilho ao seu trabalho?
E na vida real, quantos John Mayers existem por aí, que viramos as costas por conta de motivos semelhantes?
Até onde essa posição que assumimos é justificável?

12 comentários:

  1. Essa é uma questão polêmica (a do John), e realmente, existem muitas pessoas como ele mundo à fora. O que vou citar agora não tem nada a ver com racismo ou coisa do tipo, mas, eu tenho um professor que é um excelente profissional, claro que tem lá sua maneira de fazer agente se interessar mais pela matéria e estudar mais, mas é um bom professor. Só que, eu não gosto dele como pessoa. Mas como profissonal eu o admiro.

    Pra mim, separar as coisas nem sempre é assim tão fácil, mas é algo que devemos aprender as vezes.

    Aliás, eu adorei esse ultimo álbum do John Mayer também, apesar do meu preferido ser o Any Given Thursday, de 2003 =P

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  2. quem de nós não tem seu momento racista né? fala sério ... mas concordo com vc ... tenho e tive dificuldades de separar as coisas ... enfim, coisas de nossa hipocrisia ...

    bjux

    ;-)

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  3. Eu tento, e até consigo fazer bem isso. Tenho mais dificuldade de apreciar um trabalho quando não concordo com a metodologia de trabalho para a realização do mesmo do que pela pessoa.

    Por exemplo, um dos poetas mais geniais pra mim é o Ezra Pound, que tinha coligações com o partido facista, e se não me engano morreu na cadeia por causa disso.

    Acho que o jeito de apreciar o trabalho de alguém influencia também. Pouco me importaria de curtir um som que nao ouviria por nao simpatizar com a pessoa no carro de um amigo, mas entrar na minha playlist são outros 500

    bjs

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  4. Pensei que eu era o único neste mundo a gostar dele... legal ver bom gosto não é exclusividade minha...kkk

    quando às declarações, bem isso às vezes é um problemão. Sou incapaz de ter simpatia pelo Chico Buarque por conta dele sempre defender ditadores como Chavez e Fidel Castro, entre outras abobrinhas. Ditador é ditador, não importa se é de esquerda ou de direita, é tudo o mesmo lixo.

    O Joy Division também era meio assim no começo, até o empresário impedir os caras de dar entrevistas, para não macular a beleza da obra...

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  5. Putz.. eu não consigo separar. Entendo uma pisada na bola, ainda mais em tempos de politicamente correrto, agora preconceito sustentado e explícito, deleto o cara e sua obra. Bj

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  6. Eu acho o seguinte. Quando a pessoa trabalha com alguma instância da arte, deve sim ser boicotada. Porque de alguma forma, o seu eu, o pessoal, influencia a construção de seu trabalho de alguma forma.

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  7. ser hipócrita é o q esperam de nós.

    a gte pensa racista (mesmo sendo preto) e não admite q o outro o diga.

    mas vamos combinar q não ficou legal pra ele.
    nem um pouco.

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  8. Amo, amo, amo muito ele e todos os discos dele. Esse último tá muito bom! Adoro Assassin e Edge of Desire.

    Abração, rapaz.

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  9. É muito difícil separar pessoal do profissional porque, querendo ou não, uma pessoa racista será racista no trabalho também. Alguns traços das personalidades são muito fortes e característicos, não surgem só em determinados momentos...

    Agora, John Mayer tem músicas legais e músicas cafonérrimas. Your body is a wonderland, para mim, é de chorar de rir. =D

    E você para de me evitar! Tô ficando irritado! =P

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  10. Hey querido,
    Adorei a postagem eu sou super fã do Mayer, me inspiro nele pra tocar e aprendi a tocar muitas músicas dele. Sabe o que é amor platônico? rsrsrs é esse o tipo de amor que nutri por muito tempo por ele. Até eu cair na real rsrsrs (sorry pelo momento confissão)
    Bju
    Esperando sua visita aos Versos Meus.
    Jay

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  11. Ps. Acabei me esquecendo de comentar o o mais importante do post.
    Eu tb perdi meu interesse por ele e pelo trabalho dele, em partes por causa da entrevistas.É muito dificil separar as vezes o pessoal do profissional. Por uma lado porque idealizamos as pessoas... e quando descobrimos sua humanidade limitada e imperfeita como a nossa... já sabe né?
    Fuiiiiiiiiii

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  12. Poxa, tem TANTA gente talentosa e ao mesmo tempo gente boa nesse mundo, por que perder tempo com um cretino como esse?!!! Eu boicoto na boa. Uma pessoa famosa tem o poder de influenciar seus fans, entao ele deveria ter uma índole melhor...

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