
No mundo onde a imagem conta - e muito - todos nós somos rodeados por apelos visuais afim de imprimir uma idéia, vender algo ou identificar um grupo entre outras milhares de funções.
Dentro da época da absorção, onde quase ninguém questiona nada, apenas 'engole' o que os meios colocam, o individualismo do consumo exacerbado retoma o narcisismo e o culto a imagem.
O gay - assim como toda a sociedade - também entrou (nesse caso de cabeça) no ode a imagem, com a diferença que essa característica, no nosso caso, virou a nossa referência e extrapolamos para quase tudo, levando imagem como item de seleção primordial.
Repare agora se basicamente tudo que busca atingir o gay, não tem de ter um macho esculpido de sunga e apenas ela?
Sei que a bandeira é nossa referência, mas eu cito isso em certas propagandas e meios de promoção. Quando sobe aquele banner de um cara lindo na internet, malhado, só de sunga a gente já sabe que se trata de algo para nós. O problema é quando essa propaganda é de um serviço que não se trata de uma rede social babadeira ou de uma nova sauna na cidade.
Será que homens musculosos sem roupa serão sempre a nossa referência para apelo? Eu sei que houve um tempo em que isso era essencial pra diferenciar as preferências sexuais, mas hoje é algo old. Será que sempre quando uma empresa, um evento ou qualquer outro órgão ou grupo precisar nos atingir, será essa a imagem?
Espero estar vivo ainda se um dia isso mudar.